Árbitro brasileiro Guilherme Locatelli na final

Por Alice Barbosa, jornalista e CEO do Árbitros NBA

O árbitro brasileiro Guilherme Locatelli entrará mais uma vez na quadra da Saitama Super Arena, o palco olímpico do basquete nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Desta vez, o desafio na carreira do profissional de 39 anos, da Federação Catarinense de Basketball, será arbitrar a final entre França e Estados Unidos. Esta será sua sexta escalação nestes jogos – todas elas na primeira função de arbitragem, a principal.

Locatelli, que mais uma vez será o crew chief da equipe, terá o apoio dos experientes Ademir Zurapovic, da Bósnia e Herzegovina, e Michael Weiland, representando o Canadá. Guilherme já dividiu a quadra, nesta olimpíada, com o canadense por duas ocasiões. Em uma delas, ainda na fase de grupos, ocorreu o exato confronto destas finais entre estadunidenses e franceses – com a vitória da França por 83 a 76.

Com Zurapovic será a segunda vez neste evento em Tóquio. Os dois fizeram parte da equipe de arbitragem do jogo entre Espanha e Argentina, em 27 de julho, quando os espanhóis ganharam da seleção da América do Sul por 81 a 71.

Além de Guilherme, o Brasil tem mais representantes nas terras japonesas durante a Olimpíada de Tóquio – outro profissional árbitro brasileiro é destaque. Andreia Regina Silva vem sendo uma constante nas partidas de basquete olímpicas. A atuação brasileira nas chaves feminina e masculina corrobora o desenvolvimento da qualidade da arbitragem nacional. Centros de treinamento, associações e federações, a cada dia, investem em treinamentos para capacitação profissional de novos profissionais e daqueles já com experiência.

Foto de destaque: Folha de Coqueiros.

Proper food for a referee

By Alice Barbosa, journalist and Árbitros NBA CEO

Food is a decisive factor in a referee’s performance. An NBA pro travels about 4 miles per game, and this distance is similar in Brazil and Latin America. How to make this food replacement to maintain good performance for the games?

Phenizee Ransom, 47, has worked in the NBA for three seasons. Born in Atlanta, Georgia, his favorite dish is shrimp and chicken hibachi – a dish made with vegetables and mushrooms. However, in his routine as a league referee, he chooses health first, and he carefully chooses his food with nutritional functionality in mind.

On a game day, he confesses to having a heavy breakfast. After the 11 am meeting, which is one of the usual procedures for referees scheduled for the game, the team usually has lunch together. Phenizee reports that this meal is lighter and, in this case, he opts for salads – the traditional Caesar is his favorite – it has lettuce, chicken strips, parmesan cheese, and croutons.

Caesar salad. Credits: Recipe Tin Eats

During the 48-minute match, hydration is done with planning. Phenizee drinks a bottle of water at the 15-minute break during the middle of the game, and also in the first and third quarters. In the second and fourth, he opts for water and Gatorade.

After the clash between the two teams, the referees spend nearly an hour in the locker room, filling out reports and reviewing the game’s highlights, with the assistance of the Replay Center. In general, the three referees leave the stadium together and have dinner. The menu for this post-game meal, according to Phenizee, is for replacing the energy spent on court.

Its procedure is similar to that recommended by Brazilian professionals. Patrícia Severo holds a master’s degree in nutrition from UFRJ and is a specialist in sports supplementation and clinical phytotherapy. She emphasizes the importance of eating after the game. If necessary, people can consume* a food supplement.

And during the break of the game, Patricia advises the consumption of carbohydrates. And, during the day to day, she mentions that a balanced diet is a key to support the hard work routine of referees.

*Always consult a specialized professional before making any changes to your eating routine.

Feature photo: GQ and Recipe Tin Eats.

A alimentação adequada para um árbitro

Por Alice Barbosa, jornalista e CEO do Árbitros NBA

A alimentação é um fator decisivo no desempenho de um árbitro. Um profissional na NBA percorre cerca de 6,5km por jogo, e essa distância é similar no Brasil e também nas ligas da América Latina. Como fazer esta reposição alimentar de maneira a manter a boa performance para os próximos jogos?

Phenizee Ransom, 47 anos, trabalha na NBA há três temporadas. Nascido em Atlanta, estado da Geórgia, seu prato preferido é camarão e frango hibachi – um prato preparado com legumes e cogumelos. Porém, em sua rotina como árbitro da liga, ele elege a saúde em primeiro lugar, e escolhe cuidadosamente sua comida não com base em preferências, mas pensando na funcionalidade nutritiva.

Em um dia de jogo, ele confessa ter um café da manhã reforçado, pois, às vezes, pode ter tido que trabalhar uma partida na noite anterior. Após a reunião das 11 da manhã, que é um dos procedimentos habituais para os árbitros escalados para o jogo do dia, a equipe geralmente almoça junta. Phenizee relata que esta refeição é mais leve e, neste caso, ele opta por saladas – a tradicional Caesar é sua favorita. Ela leva alface americana, frango em tiras, queijo parmesão e croutons.

A salada Caesar é um dos pratos mais clássicos da culinária mundial. Foto: Taste.

Durante a partida de 48 minutos, a hidratação é feita com planejamento. Phenizee toma uma garrafa de água no intervalo de 15 minutos durante o meio do jogo, e também nos primeiro e terceiro quartos. No segundo e no quarto, ele opta por água e Gatorade.

Após o embate entre os dois times, os árbitros permanecem quase uma hora no vestiário, preenchendo relatórios e revendo, com a assistência do Replay Center, lances da partida. Em geral, os três árbitros saem juntos do estádio e jantam. O menu desta refeição pós-jogo, segundo Phenizee, é mais pesado, para repor o que foi gasto em quadra.

Seu procedimento assemelha-se com o recomendado por profissionais brasileiros. Patrícia Severo é mestre em nutrição pela UFRJ e especialista em suplementação esportiva e fitoterapia clínica. Ela ressalta a importância da alimentação após o jogo, momento em que deve ser feita uma refeição que ajude a repor as necessidades calóricas. Caso seja necessário, é indicado também o uso* de um suplemento alimentar.

E durante o intervalo da partida, Patrícia aconselha o consumo de um carboidrato. E, durante o dia a dia, ela cita que uma alimentação balanceada é a chave para suportar a dura rotina de trabalho dos profissionais da arbitragem.

*Consulte sempre um profissional especializado antes de fazer qualquer alteração em sua rotina alimentar.

Foto de destaque: GQ e Jo Cooks.

Jonas Valanciunas no Pelicans: veja a falta do pivô que resultou em um osso quebrado para Metu

Por Alice Barbosa, jornalista e CEO do Árbitros NBA

Jonas Valanciunas foi anunciado hoje, por Adrian Wojnarovski, da ESPN, como envolvido em uma surpreendente troca. O pivô desembarcaria em New Orleans juntamente com as escolhas de draft deste ano #17 e #51. O Pelicans, por outro lado, mandaria para o Memphis Grizzlies Steven Adams, Eric Bledsoe e os picks #10 e #40 também de 2021, além de uma escolha de draft do ano que vem, de primeira rodada, via Los Angeles Lakers.

Potente no garrafão, JV foi personagem de um lance polêmico ocorrido na temporada regular deste ano, em fevereiro, numa partida do Grizzlies em Sacramento, contra o Kings. Após tentar bloquear uma cesta de Chimezie Metu, JV viu o jogador montar em seu ombro. Então Jonas bruscamente girou o atleta, retirando-o de suas costas e o jogando no chão. Veja o momento da altercação:

Prontamente o trio de arbitragem seguiu para a consulta no Replay Center. No grupo em quadra, o chefe de equipe Kevin Scott, acompanhado de Brent Barnaky e Matt Myers. Juntos, eles contabilizam 24 anos na liga – Scott está há dez na NBA; Barnaky tem um ano a mais de experiência e Myers conta com apenas três.

O veredito final foi que Jonas Valanciunas havia cometido um ato desportivo, mas que como o lance foi durante um momento de dead ball, receberia apenas uma falta técnica, e não uma flagrante.

O técnico do Kings, Luke Walton, na ocasião, declarou que o lance merecia uma punição maior. “Achei que foi um lance sujo – e ainda acho. Não vi isso como algo que lembrasse um movimento ou gesto do basquete. Eu revi este momento por várias vezes e estou desapontado.”

E continuou, durante uma coletiva de imprensa em um treino dias depois. “Não acredito que isso esteja tendo a atenção necessária. Isso é uma certeza mais do que outra coisa. É a segurança do atleta. E a liga tem que pensar nisso agora. Viemos de um longo caminho desde os anos 80, mas sei que qualquer um que viu esta jogada sabe que poderia ser diferente se fosse outra pessoa se pendurando na cesta e tentando pousar de maneira segura.” A revolta de Walton deu-se também pelo fato de Metu ter se lesionado na queda – o jogador quebrou o pulso direito após o lance.

Foto de destaque: YouTube.

Basquete 3×3 estreia em Tóquio – saiba como é a arbitragem da modalidade

Por Alice Barbosa, jornalista e CEO do Árbitros NBA.

O basquete 3×3 entrou em quadra ontem (23), estreando como modalidade olímpica. 16 países irão se enfrentar, sendo igual o número de nações nas divisões masculinas e femininas. Serão cinco dias de disputa, até o dia 28 de julho.

As partidas são disputadas na arena semiaberta Aomi Urban Sports Park, em Tóquio. O local é usado também para escalada esportiva durante a Olimpíada.

Arena Aomi Urban Sports Park, em Tóquio. Foto: FIBA.

Na agremiação das mulheres, estão presentes o Comitê Olímpico Russo, China, Mongólia, Romênia, Estados Unidos, França, Itália e os anfitriões japoneses. Já no grupo masculino, há confrontos entre Sérvia, Holanda, Polônia, Bélgica, Letônia e três que se encontram nos dois grupos – China, Japão e o Comitê Olímpico Russo.

A modalidade foi apresentada globalmente pela primeira vez nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2010, sediados em Singapura. E com a profissionalização da modalidade, há árbitros específicos para os jogos.

Felipe Braga é educador físico e árbitro internacional de basquete 3×3, além de também ser certificado como árbitro nacional de basquete convencional. Ele conta como é a estrutura do esporte. “O 3×3 é jogado em uma “meia quadra”, com três jogadores em quadra e um substituto para cada lado, e com apenas uma cesta. O jogo dura 10min ou 21 pontos, e a equipe tem 12 segundos para definir a jogada.”

A dinâmica da modalidade é veloz, com grandes diferenças em relação ao basquete. “O jogo começa com o check ball no topo da quadra, e após cada ponto, a equipe que sofreu a cesta deve sair driblando ou passando a bola – não existe fundo bola, o jogo não para. Toda vez que acontecer uma troca na posse da bola, a equipe deve “limpar a bola”, ou seja, o atleta deve sair com a bola para um local atrás do arco de dois pontos. A pontuação também é diferente; a cesta marcada dentro do arco vale um ponto, e fora do arco, dois.”

Quanto às faltas, Braga pondera que pelo ritmo do jogo, elas podem ser mais duras. “Depende do jogo e dos jogadores. De fato, no 3×3 o contato é um pouco mais forte. Mas as equipes têm que ficar muito atentas ao número de faltas cometidas. Apesar do atleta não ser desqualificado do jogo por faltas pessoais, salvo em faltas antidesportivas e/ou desqualificantes, a partir da 7° falta coletiva, isso sempre gera dois lances livres, e a partir da 10° falta coletiva, são dois lances livres mais a posse de bola no check ball.

Para quem quer seguir a carreira de arbitragem, Felipe relata os passos. “No Brasil, você precisa começar fazendo o curso da Federação do seu estado, onde você vira estagiário e depois vira Árbitro Estadual. Futuramente, pode ser indicado para fazer uma clínica da Confederação Brasileira (CBB) para se tornar Árbitro Nacional. Após virar Árbitro Nacional, você fica credenciado para ser indicado a fazer uma clínica da Federação Internacional (FIBA), onde você pode vir a ser Árbitro Internacional. Nestas clínicas, os árbitros são avaliados através de provas na parte teórica e prática.”

Felipe participou desde o início dos esforços do 3×3 no país. “Tive a oportunidade e o prazer de participar do primeiro Campeonato Brasileiro de Basquete 3×3 organizado pela CBB em 2012; desde então fiquei apaixonado pela modalidade. Em 2018 fui indicado para realizar uma clínica em Buenos Aires, na Argentina, onde tivemos uma prova escrita toda em inglês, e a prova prática foi realizada em um torneio com atletas argentinos que estavam sendo observados para participar dos Jogos Olímpicos da Juventude.”

Foto de destaque: Michael Oliveira/Federados Basketball.

Cinco árbitras de basquete estreiam em Tóquio

Por Alice Barbosa, jornalista e CEO do Árbitros NBA.

Cinco árbitras farão sua estreia nas quadras de uma olimpíada durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, que começaram nesta sexta (23) – dentre elas, a brasileira Andreia Regina Silva. Completam o time de estreantes Maripier Malo, do Canadá; a dinamarquesa Maj Forsberg; Viola Gyorgy, da Noruega, e a estadunidense Amy Bonner.

PIONEIRA EM CONFERÊNCIA UNIVERSITÁRIA

A carreira de Bonner tem passagens pela WNBA, G League, alguns eventos internacionais da FIBA e atualmente ela atua na Divisão I da NCAA, em jogos do basquete masculino do torneio universitário dos Estados Unidos. Ela foi a primeira mulher a arbitrar na conferência masculina da Atlantic 10. Porém, antes, uma liga menor não a contratou. Um dos supervisores disse a ela que “você é melhor que 95% dos homens na minha equipe, mas nunca te contratarei, porque você é mulher.”

Amy engrossa o coro dos profissionais que arbitragem que veem os Jogos Olímpicos como uma das metas de carreira. “Sempre quis representar meu país nas Olimpíadas desde que eu tinha oito anos.”

E ela ressalta que, além do destaque profissional, estar em um acontecimento internacional também confere ao profissional uma experiência social ímpar, e conta como foi sua presença nos torneios da FIBA em que trabalhou.

Amy Bonner durante partida. Foto: The Oklahoman.

“Na FIBA, você compartilha culturas, encontra-se com pessoas e faz troca. Além de vermos o quão diferente somos, mas também como somos iguais. Não há ninguém indo a um torneio da FIBA porque apenas gosta de arbitrar. Todos nos juntamos por esse amor à arbitragem e temos essa paixão para entrar em quadra e atuar bem.”

Assim como muitos árbitros ao redor do mundo, Bonner iniciou sua carreira recebendo remunerações que eram quase como ajudas de custo. “Eu estava na faculdade, precisava de dinheiro para gastar e estavam pagando 10 dólares por jogo em um centro de recreação. Eu fazia 10 jogos por dia, e pensava que eu era rica”, brinca. Posteriormente, Amy formou-se como terapeuta física pela Universidade do Missouri.

Foto do destaque: Swish Swish.

Galeria de fotos 🇺🇸 Photo gallery 🇪🇸 Galería

Por Alice Barbosa, jornalista e CEO do Árbitros NBA

Galeria de fotos – os Jogos Olímpicos de Tóquio iniciaram nesta sexta (23), e o basquete terá dois árbitros brasileiros como oficiais. Guilherme Locatelli e Andreia Regina Silva foram os selecionados para estarem em quadra. Andreia faz sua estreia em uma olimpíada; já Locatelli segue para a segunda de seu currículo. Em comum, ambos compartilham a paixão pelo ofício e a responsabilidade no exercício desta função destacada.

Em declaração ao site da LNB, eles relataram a experiência olímpica. Para Andreia, “já foi uma grata surpresa estar na equipe do Mundial de Clubes como quarta árbitra em uma convocação da FIBA Mundo. Agora, a convocação para a Olimpíada foi algo que eu não esperava, embora estivesse em 2020 como árbitra stand-by se caso algum árbitro não fosse. Mas, mesmo assim, quando vi essa nova convocação e que eu estaria entre os 30 árbitros relacionados para trabalhar em Tóquio, eu não acreditei. São 22 anos de dedicação, lágrimas e alegrias. 22 anos morando em São Paulo, longe da minha família e perseguindo um sonho que chegou”.

Locatelli ressalta a importância da convocação nessa edição atípica do evento, realizado com um ano de atraso por conta da pandemia do COVID-19. “Essa olimpíada realmente será diferente. A pandemia afetou os jogos em todos os seus aspectos, e a experiência que teremos em Tóquio será única com certeza. Tanto no que diz respeito à logística, que será empregada para a realização segura do evento, quanto no próprio sentimento de recomeço, que com certeza estará pairando sobre todos por lá.  Participar de um evento dessa grandeza e com todo este simbolismo que se desenhou por conta dos ocorridos no mundo ficará gravado com muito carinho na minha memória”.

Confira abaixo uma galeria de fotos da atuação dos dois profissionais nas quadras:

Imagem de destaque: Árbitros NBA.

Empresa e podcast conferem premiação de basquete e arbitragem

Empresa do ramo esportivo e um podcast do ramo organizam premiação

Por Alice Barbosa, jornalista e fundadora do Árbitros NBA

Toda empresa dedica-se à promoção de seus produtos. Assim, o marketing esportivo também vem se aprimorando há anos, a fim de conectar marcas e público de uma maneira cada vez atrativa. Além disso, os negócios esportivos também buscam aproximação com seus parceiros e clientes, e um prêmio é uma das melhores recompensas que uma empresa pode conceder a seus partners.

Negócios em quadra

A Hoops Park Indoor Basketball, localizada na cidade de São, Paulo, é uma marca que oferece infraestrutura para praticantes de basquete, com duas quadras profissionais, uma oficial para a modalidade 3 x 3 e estruturas de apoio como bar e espaço para eventos. Ainda assim, o espaço também atua em outras áreas de promoção do esporte.

Raul Neto, jogador do Washington Wizards e embaixador do Hoops Park, e Jonatas Pontes, fundador do projeto: união de recreação e esporte. Foto: Instagram/@hoopspark

Já o Diquinta Podcast é um produto também focado no basquete e ancorado nos principais agregadores de áudio, formado pelo ex-jogador Gustavinho Lima, por Marcel Pedroza e Adalto Pedreira. A ideia do pod, inclusive, nasceu no Hoops Park, durante a apresentação de uma live. O primeiro episódio do projeto foi publicado em fevereiro de 2020, e agora já são mais de 80 disponíveis para os ouvintes.

O podcast estreou em fevereiro deste ano sua segunda temporada. Imagem: Instagram/@diquintapodcast

Prêmio Melhor do Ano NBB

E dessa maneira, Hoops e Diquinta divulgaram, em maio deste ano, o prêmio Melhor do Ano NBB 2020/21. A intenção, como explica Gustavinho Lima, era enaltecer o trabalho de atletas e árbitros, tanto na liga profissional brasileira quanto dos que atuaram no Hoops Park. Ele cita que, durante sua carreira como jogador, nas premiações oficiais muitas vezes as pessoas votavam em amigos ou conhecidos, e não realmente em quem havia se destacado na temporada, enfim.

Então, unindo reconhecimento e também mais um elemento de promoção que cabe no marketing esportivo das duas marcas, o Melhor do Ano NBB 2020/21 premiou profissionais que atuaram nas ligas brasileiras, dando o devido destaque a atletas e também aos árbitros.

Assim, Cauan Santos foi eleito o melhor desta temporada. Em entrevista ao Árbitros NBA, ele contou, por fim, a importância da premiação:

Receber um prêmio de Melhor Árbitro do NBB do Hoops Park e do Diquinta Podcast foi pra me dar mais forças para continuar na carreira e também para glorificar todo meu “recomeço”. Acredito que apitar torneios amadores é de suma importância pro crescimento de um árbitro – com toda certeza. Após me mudar pra São Paulo, melhorou muito a minha arbitragem pela quantidade de jogos apitados. Eu apitava jogo todo dia, e como os árbitros não tem um treinamento –como os jogadores, que ficam arremessando milhares de vezes-, nós “treinamos” trabalhando, então apitar esses torneios amadores é um excelente “treinamento”.

Imagem: Instagram/@hoopspark

Para Gustavinho, incluir a categoria é “humanizar a arbitragem, ter um olhar mais humano para isso, pois é uma posição muito difícil de se exercer”. Como resultado, ele ressalta que arbitragem boa é a discreta. Portanto, isso faz de Cauan, segundo ele, um nome merecedor do reconhecimento dado pelo Hoops Park e o Diquinta Podcast.

Ficha técnica

Hoops Park Indoor Basketball:

Praça Olavo Bilac, 38, Campos Elíseos, São Paulo – SP.

Diquinta Podcast:


Imagem de capa: montagem Árbitros NBA.

🇺🇸 Interview: Maria Thereza Rezende, Referee Coordinator at FBERJ

We are aware that a NBA-like remuneration will not be feasible in the NBB and, similarly, that the NBB’s remuneration is not feasible in our federations.

Maria Thereza Rezende

Written by Alice Barbosa, journalist, sports writer and founder of Árbitros NBA.

Maria Thereza Rezende is a Physical Education professional and currently heads the Referee Coordination of the Basketball Federation of the State of Rio de Janeiro. Thereza still acts as table official in matches and is one of the most vocal representatives of the Brazilian refereeing.

Check out the interview about the performance of table officials, the obstacles in managing coordination, and their journey in refereeing.

– What is the challenge in managing the Federation’s refereeing coordination?

People management is an art. Coordinating referee officials that, at the time I was born, some of them already refereed high-level competitions, is something quite challenging. Even though it is sometimes misinterpreted, I face it in the best possible way – with joy, enthusiasm, and, above all, love and dedication to basketball.

– The financial reality of Brazilian sport, even if professionalized, is very different from a league like the NBA, for example. How to deal with and overcome difficulties in the assignment for the games and in managing the coordination itself with a reduced budget?

A very difficult point when we are in this position is the remuneration of officials and what goes on for some time — without adjustments — but we also know about the reality of our country and the world, especially in the last two years. We are aware that an NBA-like remuneration will not be feasible in the NBB and, similarly, that the NBB’s remuneration is not feasible in our federations.

Thereza working as a table officer. Photo: Instagram/@therezabasquete


– You play in many games as a table official. How do you manage to unite this function and FBERJ’s routine?

Now that’s my biggest passion — acting as a table official! With every assignment that comes out, I still feel those “butterflies in my stomach”; a mixture of emotion, pleasure, admiration, and interest.

– Many fans do not know in detail the role of the three table professionals. How is the table acting in a game?

In international games, we work with four table officials.

The scorer is responsible for recording in the summary all information relevant to the game: place, date and time of the game, team registration, player entries, points, fouls, times debited, among others.

The assistant scorer operates the scoreboard and assists the timekeeper.

The timer is responsible for timing the game time, times debited and game intervals, among other attributions.

The shot clock operator switches it on or reprograms it according to live ball control and other readjustments supported by FIBA rules during team possession.

In national games, we work with three table officials: scorer, timer, and the shot clock operator, with the same functions mentioned above. In this case, the timer himself/herself, in addition to being responsible for timing the game time, times debited and game intervals also operates the scoreboard.

– How did you get started in basketball?

Basketball came into my life in 2003, when a school teacher sent me to the Iguaçu Basquete Club so I could test on a team.

I joined the Rio de Janeiro State Basketball Federation – FBERJ as a table official in 2006. From then on, I fell in love with the sport and especially with its rules and game situations — since then, I have been breathing basketball 24 hours a day.

In 2017 I was invited to take a test for International Bureau Officer (FIBA), and this year I received an invitation from President Daniel Riente to coordinate the FBERJ refereeing.